-->
Blogger Panda

19/02/2012

Crítica: Motoqueiro Fantasma 2 - Espírito de Vingança




Quando disseram que iriam fazer uma continuação do primeiro e ruim filme do Motoqueiro Fantasma fiquei receoso. Quando divulgaram que Nicolas Cage voltaria para reprisar o papel do Motoqueiro Fantasma (Johnny Blaze), fiquei desconfiado. Quando houve a confirmação de quem iria dirigir o filme (Mark Neveldine e Brian Taylor) fiquei aliviado. Mas voltei a ter minhas dúvidas quanto ao filme pelo estilo de filmar da dupla de diretores no momento em que anunciaram que iriam fazer o filme em 3D. Então assisti o Motoqueiro Fantasma 2: Espírito de Vingança e todos os meus pensamentos negativos sobre a continuação sumiram.
Dessa vez, depois de se esconder na Europa, Blaze é recrutado por uma seita secreta da igreja para salvar um garoto do demônio. Johnny tenta recusar o chamado, mas essa é a sua grande chance de se livrar de sua maldição. Logo de cara percebe-se que o filme não possui ligações com o primeiro a partir do momento em que Blaze conta como tudo aconteceu desde o seu pacto com o demônio até a sua ida a Europa e os motivos disso tudo, sem mencionar em momento algum a trama ou os personagens do primeiro. Nenhuma cena do Motoqueiro Fantasma original foi usada. Com uma narração que contem trechos com humor e imagens no estilo das HQs do herói, porém no ponto de vista levemente surtado de Neveldine e Taylor, percebi que dessa vez veria um filme do Ghost Rider descente no cinema.
Meu receio com a combinação dos diretores com a filmagem em três dimensões vem pelo modo rápido e explosivo como eles filmam. É só assistir alguma produção antiga deles (Gamer ou Adrenalina) para perceber. Isso passou depois da primeira sequência de ação que o motoqueiro aparece, mostrando que eles souberam usar muito bem o 3D sem perder o seu estilo x-games de filmar. 3D este que está ótimo no filme todo, sem incomodar, destacando bem tudo que pode nos impressionar em um filme do tipo. Poderia ser melhor, mas vale a pena pagar um pouco mais caro para ver em três dimensões pela qualidade gráfica dos efeitos. Outra ótima adição nas cenas de ação e na história foi o fato de que tudo que o Motoqueiro guia no filme se transforma no mesmo estilo da moto.
Quando o assunto são os atores, Cage se destaca. O cara tá surtado. E tá incrível. Não dá pra comparar os dois Johnny Blaze feitos por Cage no cinema. O segundo está muito melhor do que o primeiro. Os outros atores estão na média. Outra diferença deste para o primeiro filme é a substituição do ator que interpreta o diabo (sai Peter Fonda e entra Ciaran Hinds). Não incomoda e nem faz falta. O foco aqui é o Motoqueiro mesmo.
Com um roteiro bom servindo de pausa para as cenas insanas de ação, uma nova moto (muito mais bonita e sem os “enxames visuais” da primeira), novo design da caveira flamejante, 3D legal, e uma interpretação muito melhor de Cage, Motoqueiro Fantasma 2 – Espírito de Vingança agradará aquele (a) Lunático (a) que quer ver um bom filme de ação. Nota: 7.5

Next

Prev

Posted By:
Blogger Panda