A máxima de que a
prática leva a perfeição é verdadeira.
Todo ser humano, quando pratica incessantemente
qualquer atividade, uma hora ou outra chega próximo da perfeição. Não é
diferente com a escrita. Dan Brown sempre foi criterioso em saber amarrar bem
suas histórias com mistérios, conspirações, segredos e ação junto com uma
pesquisa primorosa sobre os assuntos abordados. Mas, em seus dois primeiros
trabalhos, o autor acabou vacilando no equilíbrio de como tudo isso seria
passado para o leitor. Depois de dois bons livros com alguns defeitos
(Fortaleza Digital e Anjos e Demônios), Brown sai da fase de prática com erros
e entra na perfeição em cada página do seu terceiro livro: Ponto de Impacto.
Quando um novo
satélite da NASA encontra um entranho objeto escondido nas profundezas do
Ártico, a agência espacial aproveita o impacto da descoberta para contornar uma
grave crise financeira e de credibilidade. O peso dessa revelação acarreta
sérias implicações para a política espacial norte-americana e, sobretudo, para
a iminente eleição presidencial. Para averiguar a autenticidade dessa
descoberta, o presidente envia Rachel Sexton, analista de inteligência, junto
com outros cientistas de renome mundial. Mas, a suspeita de uma fraude pode
desqualificar toda a operação e jogar na lama o nome da NASA. É aí que entram
em ação assassinos profissionais que, controlados por uma pessoa muito importante
no governo, fazem de tudo para impedir o vazamento daquelas informações. Cabe a
Rachel descobrir a veracidade das suas suspeitas e tentar salvar a sua própria
vida.
Em seu terceiro
trabalho, Brown equilibra perfeitamente bem tudo que vinha dando errado em seus
outros livros. Todos aqueles aspectos que são os pontos altos em suas histórias
estão perfeitamente equilibrados. Se antes Brown se perdia com transições abruptas
entre a calmaria e a ação, agora ele descreve uma perfeita sinergia entre os
dois. A ação não existe só por existir: ela faz parte da história. Ao parar
mais para desenvolver os temas e subtemas da trama, Brown consegue enfeitiçar
mais o leitor. E são nessas "paradas" que Ponto de Impacto sai do bom
ao excelente. Dentre esses 3 primeiros livros, no terceiro ele consegue
desenvolver a melhor pesquisa sobre os temas abordados. Agora, parece que Brown
faz parte desses universos levando o próprio leitor a crer, com ótimo detalhamento,
que também está ali inserido. Brown não vacila com nenhum assunto, dando
perfeita base para elaborar todas as situações enfrentadas pelos seus
personagens. E quando fala sobre o funcionamento da política nos EUA, Brown
cativa como nunca.
Se a prática leva
a perfeição, Dan Brown chega ao ápice em Ponto de Impacto. Essa coesão no seu
terceiro livro foi fundamental para o êxito que o autor teve com o seu best-seller,
O Código Da Vinci. Um ponto curioso nesse terceiro trabalho de Brown é que ele
acredita firmemente que o sexo é a melhor forma de concluir uma história cheia
de ação, atendados, suspense e mistérios. Em Ponto de Impacto foi assim e nos seus
primeiros trabalhos também. Nós do Lunáticos concordamos em gênero, número e
grau com ele. Essa é outra prática que, uma hora ou outra, leva a perfeição.









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