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14/08/2014

Crítica: Planeta dos Macacos - O Confronto


   A franquia de filmes Planeta dos Macacos é antiga. Desde o primeiro em1968 e, praticamente todas as décadas depois, existiram filmes e séries com os macacos que por ora falam ou não.
Do primeiro filme até Planeta dos Macacos: O Confronto, inúmeras foram às adaptações. Sempre tentando acertar em cheio o seu público alvo em cada época, os diretores buscavam ambientar sua história no que estava “na moda" no momento. Tim Burton tentou viajar em outras dimensões. Franklin J. Schaffner foi para outro planeta. Mas, só Matt Reeves conseguiu criar o melhor roteiro e o melhor filme da franquia, honrando todas as referências ao cânone da franquia, o livro La Planète des Singers de Pierre Boulle. Planeta dos Macacos: O Confronto é de uma clareza e qualidade fora do comum.
   Dez anos após os eventos do filme anterior (Planeta dos Macacos: A Origem), César (Andy Serkis) e os demais macacos vivem em paz na floresta próxima a São Francisco. Lá eles desenvolveram uma comunidade própria, baseada no apoio mútuo, para que possam se manter. Enquanto isso, os humanos enfrentam uma das maiores epidemias de todos os tempos, causando crise econômica e morte de bilhões de pessoas. A epidemia foi causada por um gripe intensa, criada em laboratório no filme anterior, chamado vírus símio. Diante disto, um grupo de sobreviventes liderado por Dreyfus (Gary Oldman) deseja utilizar uma usina hidrelétrica, mantida pelos símios, para restabelecer a energia elétrica e contato com outros sobreviventes da doença, estando disposto a entrar em combate por ela, se for preciso. Só que Malcolm (Jason Clarke), que conhece bem como os macacos vivem por ter conquistado a confiança de César, deseja impedir que o confronto aconteça.
   A qualidade da trama é indiscutível. A clareza como tudo acontece é o ponto forte da narrativa. As comparações entre o modo como os humanos e os macacos pensam além das suas semelhanças de um modo geral, atinge seu auge em Planeta dos Macacos: O Confronto. Um ponto determinante dessa qualidade foi como os símios foram criados no filme. Antes feitos à base de uma série de maquiagens e roupas com pelos, agora, praticamente tudo foi feito por computação, semelhante ao que é visto em Avatar. Isso elevou o esmero nas atuações dos atores, responsáveis por grande parte da qualidade do filme, e na personificação dos macacos. O espectador vê perfeitamente bem o trabalho dos atores em cena. Isso só aumenta a certeza de que a soma do ator e da tecnologia acabam desenvolvendo melhores trabalhos do que outros atores de "cara limpa".
   O trabalho de Andy Serkis não tem limites. Assistir ao que ele vem fazendo durante toda a sua carreira só aumenta a ira dos fãs ao fato de que o ator nunca foi sequer indicado ao Oscar por papeis desse tipo. Sua atuação em personagens nessa área é, por diversas vezes, muito melhor do que atores oscarizados. Os jurados do Oscar precisam se reinventar do mesmo modo que a franquia dos símios vem se reinventando com o tempo. Quem sabe uma hora eles não chegam ao mesmo nível de qualidade da atuação de Serkis?
                                                                     NOTA:


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