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04/03/2012

Crítica: Anjos da Noite 4 - O Despertar



Está cada vez mais difícil achar um filme de vampiros e lobisomens que preste hoje em dia. Com as mudanças e a modinha criada por Stephenie Meyer e sua saga Crepúsculo, vampiros e lobisomens hoje brilham no sol e andam sem camisa o tempo todo, respectivamente. Adaptações são até bem vindas, desde que mantenham a monstruosidade deles. E Anjos da Noite é uma das poucas franquias que ainda mantém o lado monstruoso de vampiros e lobisomens, com algumas boas adaptações e novidades. Mais nem eles se salvam se estas não forem bem feitas.
O novo filme parte de onde o segundo parou. Selene (Kate Becksinsale) e Michael (antes interpretado por Scott Speedman, agora por um dublê ai) estão fugindo da nova ameaça que são os humanos. A guerra entre vampiros e Lycans ficou pior com a entrada dos humanos tentando eliminar ambas as raças. Depois de capturada, Selene foi congelada e só acorda 12 anos depois, sem saber onde Michael está e descobrindo que tiveram uma filha. Até ai tudo bem, se não fossem os vários problemas que o filme apresenta.
Com 88 minutos (seguindo o padrão da franquia dos filmes ficarem mais curtos com o passar dos anos) Anjos da Noite 4: O Despertar, praticamente não tem roteiro. Segue um formato de que a cada 6 falas começa uma correria, com direito a tiros, sangue e tudo mais. Parece que o filme não tem história e sim alguns “papos” servindo de desculpa para uma nova cena de ação, um fator que diminui bastante a qualidade do filme. Falhas no roteiro são várias. Situações são mostradas às vezes sem sentido. Selene não sabe o que quer várias vezes (uma hora quer vingança, outra hora quer salvar Michael, outra hora quer salvar a filha) sem dar um objetivo ao filme, como todos os outros tiveram. Não dá para conferir boas atuações se os atores mal atuam, só lutam, correm e atiram.

Outro fator que é uma falha no filme é a ambientação. A impressão que ele tenta passar é que tudo se passa no futuro. Até ai tudo bem. O problema é no momento que aparecem coisas que não condizem com sem tempo. Parece uma contradição quando vemos armas avançadas, com tecnologia a frente do nosso tempo, e carros que são datados dos anos 80 e 90, além de monitores que uma hora são avançados e modernos e outra hora são antiquados. Erro grave na ambientação, que só incomoda aqueles que foram a fim de ver um filme de verdade e não desculpas para tiros, sangues e transformações. Pelo menos estes últimos agradam. Seguindo o padrão dos outros três Anjos da Noite, a ação continua sangrenta, intensa e bem feita (as lutas de Selene e o Lycan super anabolizado estão entre as melhores da franquia). Mais ai vem um gancho para uma continuação no final. E este foi péssimo.
Com todos esses problemas, somados ao 3D meia boca, Anjos da Noite 4: O Despertar provavelmente não será um sucesso de crítica e de publico. Porém, todo mundo sempre dizia isso dos outros 3 filmes e continuações continuaram sendo feitas. Se você for fã da série, vá sabendo que não verá um filme a altura dos outros. Se não for, não se arrisque. A não ser que você esteja interessado em ver apenas as sequências de luta e não se importa com a história ou só esteja indo dar uns amassos no cinema. O ingresso mais caro do 3D (aqui em Aracaju temos somete cópias em três dimensões) só vale a pena quando o filme tem qualidade. E Anjos da Noite 4 ficou devendo. Nota: 6. Confira abaixo o trailer do filme e clique aqui para ver nosso especial sobre a franquia!


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